Nem todo problema começa na cabeça.
Tem gente que convive há anos com uma dor que ninguém explica. Queima no pé à noite. Formiga a mão inteira. Dá um choque no rosto ao escovar os dentes. A ressonância volta normal, o remédio dá sono e a dor continua ali.
Quando a origem está no nervo do corpo, e não no cérebro, o tratamento também precisa mudar de endereço. É isso que faz a neuromodulação periférica: em vez de estimular o cérebro, ela trabalha o nervo onde ele passa — no braço, na perna, na coluna, no rosto.
Aplico neuromodulação periférica no consultório em Higienópolis, sempre junto do médico que acompanha você.
Nervo machucado manda mensagem errada. Ele pode disparar dor sem que exista lesão nova, ou parar de avisar o músculo direito, ou trocar sensações — o toque leve vira queimação.
A neuromodulação periférica coloca eletrodos na pele, sobre o trajeto do nervo, e envia uma corrente controlada. O objetivo é duplo: interferir no sinal de dor que sobe até o cérebro e melhorar a resposta do músculo que aquele nervo comanda.
A escolha da corrente muda conforme o alvo. Uma frequência serve para bloquear dor no momento, outra para efeito mais prolongado, outra para recrutar músculo enfraquecido. Não é um botão só.
É a técnica que mais combino com fisioterapia na mesma sessão: alivia a dor primeiro, treina o movimento em seguida.
A indicação é sempre médica. Meu papel é aplicar o protocolo e conduzir a reabilitação junto — quem define o diagnóstico e ajusta a medicação é o seu médico.
Formigamento, dormência e queimação nos pés e nas mãos, muito comuns em quem tem diabetes ou passou por quimioterapia. Além de tratar a dor, trabalho sensibilidade e equilíbrio, porque pé que não sente direito aumenta o risco de queda.
Dor em pontada, como choque, no trajeto de um nervo. Neuralgia do trigêmeo no rosto, neuralgia pós-herpética depois de uma crise de herpes-zóster, dor ciática que desce pela perna.
Cicatriz que ficou dolorida, região que perdeu sensibilidade, dor que não foi embora quando o corte já fechou. Também atendo dor persistente depois de fratura ou imobilização longa.
Paralisia facial, lesão do nervo radial ou fibular, plexo braquial. Aqui o foco é dobrado: manter o músculo ativo enquanto o nervo se recupera e reduzir a dor do processo.
Dor lombar, cervical e de ombro que já passou do tempo de cicatrização. Nesses casos, a corrente entra como apoio para o que resolve de verdade: o movimento. Veja também a fisioterapia neurológica que ofereço.
Nas outras técnicas, o alvo é o cérebro. Aqui, o alvo é o nervo do corpo.
| Periférica | EMT | ETCC | taVNS |
Onde é aplicada | braço, perna, coluna, rosto | cabeça | cabeça | orelha |
Alvo | nervo periférico | área do cérebro | área do cérebro | nervo vago |
Sensação | formigamento firme | batidinha no couro cabeludo | formigamento leve | vibração na orelha |
Foco mais comum | dor de nervo, neuropatia, lesão | humor, movimento, dor | reabilitação motora, dor | estresse, sono, digestão |
Quando a dor vem de um nervo específico e você consegue apontar o caminho dela com o dedo, a periférica costuma ser o primeiro caminho. Quando a dor está espalhada, mudou de lugar com o tempo ou vem junto de insônia e ansiedade, o cérebro entra na conversa — e aí eu combino com uma das técnicas de cabeça.
Depende do quadro, e prefiro dizer isso do que dar um número bonito que não se cumpre.
A neuromodulação periférica costuma ser aplicada de duas a três vezes por semana, junto do ciclo de fisioterapia. Em dor aguda, o alívio pode aparecer nas primeiras sessões. Em dor de longa data ou lesão de nervo, o trabalho é mais longo, porque nervo se recupera devagar.
Na avaliação eu explico quantas sessões seu caso costuma pedir e como vamos medir isso — escala de dor, teste de sensibilidade, força, e o que você voltou a conseguir fazer no dia. Se em algumas semanas não houver resposta, revemos o plano. Ninguém deve seguir um tratamento por inércia.
Não dói. A sensação é de um formigamento firme, e eu subo a intensidade com você me dando retorno. Se incomodar, baixo.
Os efeitos mais comuns são leves e locais: vermelhidão, coceira ou marca do eletrodo na pele, que somem em pouco tempo. Em pele mais sensível, troco o tipo de eletrodo.
A técnica é considerada segura quando bem indicada e bem aplicada. A corrente fica restrita à região tratada.
Casos que exigem atenção redobrada: marca-passo ou outro dispositivo eletrônico implantado, ferida aberta ou infecção no local, região com perda total de sensibilidade, trombose, tumor na área, gravidez. Também tenho cuidado extra sobre a região do pescoço e sobre a barriga. Nada disso é impedimento automático — mas precisa ser conversado com você e com seu médico antes da primeira sessão.
Uma palavra sobre os aparelhos de eletroestimulação vendidos pela internet. Eles não são a mesma coisa que a neuromodulação periférica feita em consultório. O que define o resultado é onde os eletrodos ficam, qual corrente é escolhida e o que você faz na sessão seguinte ao alívio. Colocar sobre o músculo dolorido, sem saber o trajeto do nervo, costuma render alívio de meia hora e nada além disso.
Sou Francielly F. Santos, fisioterapeuta, CREFITO 3/159984-F.
Atuo no Instituto Parkinson Hoje e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Coordeno cursos de neuromodulação para outros fisioterapeutas, fiz formação em neuromodulação clínica pela USP e em neurorreabilitação por Harvard, e participo de estudos e publicações da área.
Digo isso por um motivo prático: na neuromodulação periférica, quase tudo depende de saber por onde o nervo passa e o que fazer com a janela de alívio que a corrente abre. O aparelho é a parte fácil.
Conto com uma equipe sob minha supervisão no dia a dia, mas todos os casos são coordenados por mim.
O consultório fica na Av. Angélica, 2220, 4º andar, conjunto 44, em Higienópolis.
A estação Higienópolis-Mackenzie, da Linha 4-Amarela, fica a poucos minutos a pé. Recebo pacientes de toda a cidade — Pinheiros, Tatuapé, Morumbi, Santana — e também de Guarulhos, Osasco e do ABC.
O equipamento é portátil, então em casos selecionados a neuromodulação periférica entra no atendimento domiciliar, junto da fisioterapia. Para quem tem dor que dificulta o deslocamento, isso costuma fazer diferença. A primeira sessão é sempre no consultório, porque é ali que faço o mapeamento completo.
A periférica é uma entre quatro. Na avaliação eu escolho a que responde melhor ao seu caso — e às vezes a resposta é combinar duas.
Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) — pulso magnético, mais forte e mais preciso no alvo. Bastante usada em Parkinson, dor crônica e quadros de humor.
Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC) — corrente elétrica fraca, que permite treinar durante a sessão. Muito usada na reabilitação após AVC.
Estimulação Auricular do Nervo Vago (taVNS) — um eletrodo pequeno no ouvido, parecido com um fone. Trabalha o sistema que regula estresse, sono e digestão.
Todas fazem parte do trabalho que eu ofereço de neuromodulação em São Paulo.
Preciso de encaminhamento médico? Sim. A indicação é médica. Traga o relatório do médico que acompanha você e os exames de imagem ou eletroneuromiografia, se tiver.
Isso é a mesma coisa que TENS? O TENS é um tipo de corrente, e é uma das ferramentas possíveis. Neuromodulação periférica é o tratamento inteiro: escolher o nervo, a corrente certa para o objetivo e o que fazer com o alívio que ela abre.
É o mesmo que aquele implante para dor? Não. O implante de estimulador é cirúrgico, colocado por médico. O que faço aqui é por fora, na pele, sem corte e sem anestesia.
Vou levar choque? Não. É um formigamento firme, que sobe devagar e para no ponto que for confortável para você.
Funciona para dor de nervo antiga? Vale avaliar. Dor de longa data responde mais devagar, mas responde. A avaliação vai dizer se a periférica é o melhor caminho ou se o quadro pede também uma técnica de cabeça.
Posso dirigir depois? Pode. Você não recebe sedação e sai da sessão como entrou.
Posso comprar um aparelho e usar em casa? Se você já tem um, traga na avaliação que oriento onde colocar e quando usar. Sozinho, sem saber o trajeto do nervo, o aparelho vira alívio curto e nada mais.
Plano de saúde cobre? Depende do plano e da indicação. Fale comigo com o nome do seu convênio que verifico as condições.
Onde encontro tratamento para dor de nervo perto de mim em São Paulo? Antes de escolher pelo preço, pergunte quem aplica, qual o registro no conselho, como o nervo é localizado e o que vem depois da corrente. Se o tratamento for só ligar o aparelho e esperar, você vai voltar com a mesma dor.
Atendimentos presenciais, domiciliares e online. Para mais informações e agendamentos, entre em contato por meio de uma das opções a seguir.