Francielly F. Santos

Fisioterapia para Parkinson em São Paulo

A conversa quase sempre começa igual. “Ele está arrastando o pé.” “Ela trava na porta do banheiro e não sai do lugar.” “Levantar do sofá virou um problema.”

O remédio cuida do sintoma. Quem treina o corpo para andar, virar na cama, subir a escada do metrô e atravessar a rua no tempo do semáforo é a fisioterapia.

Sou Francielly F. Santos, fisioterapeuta, e trabalho com neurorreabilitação há 11 anos. Atendo no consultório em Higienópolis, no Instituto Parkinson Hoje e no Hospital das Clínicas da USP.

A fisioterapia para Parkinson acontece no consultório e também na casa do paciente — porque boa parte do que a gente treina só faz sentido no lugar onde o problema aparece: o degrau da entrada, o corredor estreito, o box do chuveiro.

Como funciona a fisioterapia para Parkinson

No Parkinson, o movimento vai encolhendo sem que a pessoa perceba. O cérebro passa a calcular errado o tamanho do passo e a força do gesto: para quem está de dentro, parece que andou normal — para quem olha de fora, o passo é curto e o braço não balança.

O treino serve justamente para recalibrar isso. A gente exagera a amplitude, treina velocidade e usa pistas externas — contagem, ritmo, marcação no chão — para dar ao corpo uma referência que a doença tirou.

Não é uma série de exercícios genéricos. O plano parte de uma pergunta simples: o que está mais difícil hoje? Levantar da cadeira, virar de lado durante a noite, sair do carro, escrever?

E frequência importa mais do que intensidade. Duas ou três sessões por semana, com um programa curto para fazer em casa, rendem mais do que uma sessão pesada e isolada.

Colagem de três fotos mostrando sessões de tratamento com neuromodulação/TMS: mulher com touca de eletrodos no couro cabeludo, profissional aplicando marcações no coco cabeludo para posicionamento da bobina, e mãos posicionando o dispositivo de estimulação magnética sobre a cabeça da paciente.

Como é a primeira consulta, passo a passo

  1. Conversamos sobre rotina, medicação e horários em que o remédio funciona melhor. Isso define o melhor horário das sessões.
  2. Avalio marcha, equilíbrio, transferências e força, com escalas específicas para Parkinson.
  3. Testamos o que trava no seu dia: levantar da cadeira, virar na cama, girar o corpo, sair do carro.
  4. Você sai com um plano escrito: objetivos, frequência, exercícios para casa e data de reavaliação.
  5. Quando faz sentido, converso com seu neurologista, fonoaudiólogo ou terapeuta ocupacional para alinhar o tratamento.

A avaliação dura cerca de uma hora. Se der para vir acompanhado de quem convive com você em casa, melhor ainda.

O que a fisioterapia para Parkinson treina

Cada plano usa parte disso, não tudo. A escolha sai da avaliação.

Treino de marcha e bloqueio motor

O congelamento — aquele momento em que o pé parece colado no chão — tem solução prática. Pistas visuais no piso, comando rítmico, contagem, mudança de estratégia para dar o primeiro passo. São truques que a pessoa aprende e leva para a vida. Também trabalhamos passo arrastado, balanço dos braços e a virada do corpo, que costuma ser onde a queda acontece.

Reabilitação do equilíbrio e prevenção de quedas

A queda é o que mais assusta as famílias, com razão: uma fratura de fêmur muda a história de qualquer pessoa com Parkinson. O treino inclui base de apoio, reação de proteção, transferências e força de perna. E inclui também o que é menos glamouroso — tapete solto, altura do vaso, luz do corredor à noite, tipo de calçado.

Força, amplitude e dupla tarefa

Exercício de amplitude ampla e velocidade de movimento para devolver tamanho ao gesto. Dupla tarefa — andar enquanto conversa, carregar algo, atender o telefone — porque é assim que a vida acontece, e é aí que o passo costuma falhar.

Fisioterapia respiratória

Com o tempo, a caixa torácica perde mobilidade e o tronco se fecha para a frente. Trabalhar expansão torácica e força de tosse ajuda na voz, na respiração e na proteção contra broncoaspiração.

Orientação a familiares e cuidadores

Quem cuida também precisa de instrução: como ajudar a levantar sem machucar as costas de ninguém, que comando verbal funciona, quando insistir e quando esperar. Essa parte não é cobrada à parte — faz parte do tratamento, porque o que acontece nos outros seis dias da semana pesa mais do que a sessão.

Francielly F. Santos na recepção do consultório

Neuromodulação não invasiva junto do treino

Em parte dos casos, aplico neuromodulação antes do treino motor, na mesma sessão. A ideia é deixar o cérebro mais receptivo ao exercício que vem em seguida — a estimulação não substitui o treino, ela prepara o terreno para ele.

 EMTETCC
O que usapulso magnéticocorrente elétrica fraca
Intensidademaior, chega mais fundomais suave, superficial
Sensaçãobatidinha no couro cabeludoleve formigamento
Durante a sessãovocê fica sentadodá para treinar ao mesmo tempo
Onde é feitasó no consultórioconsultório e domicílio

Nem sempre a técnica mais potente é a mais indicada. E vale dizer com clareza: a pesquisa em neuromodulação para Parkinson ainda está em construção, os resultados variam de pessoa para pessoa e não existe promessa de cura. Se não fizer sentido para o seu caso, eu digo isso na avaliação.

Quantas sessões por semana

Na maior parte dos casos, duas a três sessões por semana, somadas a um programa curto para fazer em casa nos outros dias.

O tratamento é contínuo, e não um pacote com data para acabar. O que muda ao longo do tempo é o foco: em uma fase o alvo é a marcha, em outra é a queda, em outra é conseguir virar na cama sozinho de novo.

A cada ciclo eu reavalio com teste, não com impressão — tempo de levantar e andar, escala de equilíbrio, número de quedas no período. Se em algumas semanas não houver resposta, mudamos o plano. Ninguém deve seguir um tratamento por inércia.

O que a fisioterapia faz e o que ela não faz

O que ela faz: melhora marcha, equilíbrio, transferências e autonomia; reduz risco de queda; ajuda a manter função por mais tempo; devolve confiança para sair de casa.

O que ela não faz: não cura, não interrompe a progressão da doença e não substitui a medicação. Quem ajusta remédio é o neurologista — nunca mexa por conta própria e nunca por orientação de fisioterapeuta.

Também não é honesto prometer prazo fixo. O Parkinson não anda igual em duas pessoas, e um plano sério trabalha com objetivo medido e revisão, não com número bonito no primeiro dia.

Se alguém oferecer tratamento garantindo cura, reversão do quadro ou fim dos remédios, procure outro serviço.

Quem atende

Sou Francielly F. Santos, fisioterapeuta, CREFITO 3/159984-F.

Atuo no Instituto Parkinson Hoje e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Coordeno cursos de neuromodulação para outros fisioterapeutas, fiz formação em neuromodulação clínica pela USP e em neurorreabilitação por Harvard, e participo de estudos e publicações da área.

Digo isso por um motivo prático: em Parkinson, quem conduz o treino pesa tanto quanto o método. Dose de exercício mal calibrada, pista externa mal escolhida ou treino que ignora o horário da medicação mudam o resultado.

Conto com uma equipe sob minha supervisão no dia a dia, mas todos os casos são coordenados por mim.

Onde faço fisioterapia para Parkinson em São Paulo

O consultório fica na Av. Angélica, 2220, 4º andar, conjunto 44, em Higienópolis.

A estação Higienópolis-Mackenzie, da Linha 4-Amarela, fica a poucos minutos a pé, com elevador — o que faz diferença para quem já não encara escada rolante com tranquilidade. Recebo pacientes de toda a cidade — Pinheiros, Tatuapé, Morumbi, Santana — e também de Guarulhos, Osasco e do ABC.

Higienópolis ajuda no treino: a Praça Buenos Aires, a poucos quarteirões, é um dos poucos lugares por aqui com piso regular, sombra e banco para descansar. Costumo orientar trajeto e horário de menor movimento para quem quer treinar caminhada fora da sessão. O resto do bairro é o São Paulo de sempre — calçada quebrada, raiz de árvore, guia alta —, e por isso o treino em superfície irregular entra no plano assim que a pessoa tem segurança para isso.

Para quem tem dificuldade de sair de casa, faço fisioterapia domiciliar. Atender no ambiente real deixa o plano mais preciso: eu vejo a altura da cama, o corredor onde a pessoa trava e o banheiro sem barra de apoio.

Profissional de jaleco branco com crachá de identificação, em pé em consultório com equipamentos médicos ao fundo. Texto na imagem: 'Atendimento no consultório'
Profissional de jaleco branco sorrindo, segurando eletrodos amarelos conectados a fios verdes, em fundo neutro. Texto na imagem: 'Atendimento domiciliar'
Profissional de jaleco branco sorrindo, sentada em consultório com estante de livros ao fundo, com notebook aberto à sua frente. Texto na imagem: 'Consultorias de atendimento (online)

Outras áreas que atendo

O Parkinson é a condição que mais atendo, mas não é a única. O raciocínio se repete: entender qual função foi perdida, quanto ainda dá para recuperar e o que precisa ser adaptado.

Fisioterapia Neurológica SP — a base de tudo o que faço, e o ponto de partida de quem ainda não sabe qual caminho o caso pede. Trabalha neuroplasticidade: repetição com qualidade, progressão de dificuldade e treino da tarefa que importa para você.

Fisioterapia para AVC SP— recuperação de força e movimento do braço e da perna depois do derrame, com treino de tarefa repetida e reeducação da marcha.

Fisioterapia para Esclerose Múltipla SP — foco em fadiga, espasticidade e função motora, com dose de exercício calibrada para não passar do ponto.

Fisioterapia para Neuropatia SP — para formigamento, dormência e perda de sensibilidade que já mudou o jeito de pisar. Entra também na neuropatia diabética.

Reabilitação Vestibular SP — para tontura, vertigem e desequilíbrio. Vale pela sua causa própria e também quando soma risco de queda a quem já tem Parkinson.

Perguntas frequentes sobre fisioterapia para Parkinson

isioterapia para Parkinson funciona mesmo? Funciona para manter e melhorar função — marcha, equilíbrio, autonomia. Não interrompe a progressão da doença, e desconfie de quem prometer isso.

Quando devo começar? Assim que houver diagnóstico, mesmo sem sintoma limitante. É mais fácil manter uma função do que recuperar depois de perdida.

Preciso de encaminhamento médico? Para agendar a avaliação, não. Mas traga o relatório do neurologista e a lista de medicações, porque isso muda o plano e o horário das sessões.

Quantas vezes por semana? Em geral duas a três, com exercício curto em casa nos outros dias. Regularidade rende mais do que sessão pesada isolada.

Meu pai não quer fazer exercício. E agora? Muito comum, e forçar raramente funciona. Costumo começar por um objetivo que interesse a ele — voltar a sair sozinho, conseguir dirigir, brincar com o neto — e por uma tarefa curta com resultado visível.

Vocês atendem em casa? Sim, faço fisioterapia domiciliar. Para quem não consegue se deslocar, é o formato que rende mais.

Atende plano de saúde? O atendimento é particular, com recibo para reembolso. Fale comigo com o nome do seu convênio que verifico as condições.

Dança, boxe e hidroterapia ajudam? Ajudam, principalmente pela adesão e pelo ritmo, e eu incentivo. Não substituem o treino específico de marcha, equilíbrio e transferências — funcionam melhor somados a ele.

Como escolher um fisioterapeuta para Parkinson em São Paulo? Pergunte quantos casos de Parkinson a pessoa atende, quais escalas usa na avaliação, com que frequência reavalia e como o resultado será medido. Um serviço sério responde tudo isso sem rodeio.

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Atendimentos presenciais, domiciliares e online. Para mais informações e agendamentos, entre em contato por meio de uma das opções a seguir.

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