A conversa quase sempre começa igual. “Ele está arrastando o pé.” “Ela trava na porta do banheiro e não sai do lugar.” “Levantar do sofá virou um problema.”
O remédio cuida do sintoma. Quem treina o corpo para andar, virar na cama, subir a escada do metrô e atravessar a rua no tempo do semáforo é a fisioterapia.
Sou Francielly F. Santos, fisioterapeuta, e trabalho com neurorreabilitação há 11 anos. Atendo no consultório em Higienópolis, no Instituto Parkinson Hoje e no Hospital das Clínicas da USP.
A fisioterapia para Parkinson acontece no consultório e também na casa do paciente — porque boa parte do que a gente treina só faz sentido no lugar onde o problema aparece: o degrau da entrada, o corredor estreito, o box do chuveiro.
No Parkinson, o movimento vai encolhendo sem que a pessoa perceba. O cérebro passa a calcular errado o tamanho do passo e a força do gesto: para quem está de dentro, parece que andou normal — para quem olha de fora, o passo é curto e o braço não balança.
O treino serve justamente para recalibrar isso. A gente exagera a amplitude, treina velocidade e usa pistas externas — contagem, ritmo, marcação no chão — para dar ao corpo uma referência que a doença tirou.
Não é uma série de exercícios genéricos. O plano parte de uma pergunta simples: o que está mais difícil hoje? Levantar da cadeira, virar de lado durante a noite, sair do carro, escrever?
E frequência importa mais do que intensidade. Duas ou três sessões por semana, com um programa curto para fazer em casa, rendem mais do que uma sessão pesada e isolada.
A avaliação dura cerca de uma hora. Se der para vir acompanhado de quem convive com você em casa, melhor ainda.
Cada plano usa parte disso, não tudo. A escolha sai da avaliação.
O congelamento — aquele momento em que o pé parece colado no chão — tem solução prática. Pistas visuais no piso, comando rítmico, contagem, mudança de estratégia para dar o primeiro passo. São truques que a pessoa aprende e leva para a vida. Também trabalhamos passo arrastado, balanço dos braços e a virada do corpo, que costuma ser onde a queda acontece.
A queda é o que mais assusta as famílias, com razão: uma fratura de fêmur muda a história de qualquer pessoa com Parkinson. O treino inclui base de apoio, reação de proteção, transferências e força de perna. E inclui também o que é menos glamouroso — tapete solto, altura do vaso, luz do corredor à noite, tipo de calçado.
Exercício de amplitude ampla e velocidade de movimento para devolver tamanho ao gesto. Dupla tarefa — andar enquanto conversa, carregar algo, atender o telefone — porque é assim que a vida acontece, e é aí que o passo costuma falhar.
Com o tempo, a caixa torácica perde mobilidade e o tronco se fecha para a frente. Trabalhar expansão torácica e força de tosse ajuda na voz, na respiração e na proteção contra broncoaspiração.
Quem cuida também precisa de instrução: como ajudar a levantar sem machucar as costas de ninguém, que comando verbal funciona, quando insistir e quando esperar. Essa parte não é cobrada à parte — faz parte do tratamento, porque o que acontece nos outros seis dias da semana pesa mais do que a sessão.
Em parte dos casos, aplico neuromodulação antes do treino motor, na mesma sessão. A ideia é deixar o cérebro mais receptivo ao exercício que vem em seguida — a estimulação não substitui o treino, ela prepara o terreno para ele.
| EMT | ETCC | |
|---|---|---|
| O que usa | pulso magnético | corrente elétrica fraca |
| Intensidade | maior, chega mais fundo | mais suave, superficial |
| Sensação | batidinha no couro cabeludo | leve formigamento |
| Durante a sessão | você fica sentado | dá para treinar ao mesmo tempo |
| Onde é feita | só no consultório | consultório e domicílio |
Nem sempre a técnica mais potente é a mais indicada. E vale dizer com clareza: a pesquisa em neuromodulação para Parkinson ainda está em construção, os resultados variam de pessoa para pessoa e não existe promessa de cura. Se não fizer sentido para o seu caso, eu digo isso na avaliação.
Na maior parte dos casos, duas a três sessões por semana, somadas a um programa curto para fazer em casa nos outros dias.
O tratamento é contínuo, e não um pacote com data para acabar. O que muda ao longo do tempo é o foco: em uma fase o alvo é a marcha, em outra é a queda, em outra é conseguir virar na cama sozinho de novo.
A cada ciclo eu reavalio com teste, não com impressão — tempo de levantar e andar, escala de equilíbrio, número de quedas no período. Se em algumas semanas não houver resposta, mudamos o plano. Ninguém deve seguir um tratamento por inércia.
O que ela faz: melhora marcha, equilíbrio, transferências e autonomia; reduz risco de queda; ajuda a manter função por mais tempo; devolve confiança para sair de casa.
O que ela não faz: não cura, não interrompe a progressão da doença e não substitui a medicação. Quem ajusta remédio é o neurologista — nunca mexa por conta própria e nunca por orientação de fisioterapeuta.
Também não é honesto prometer prazo fixo. O Parkinson não anda igual em duas pessoas, e um plano sério trabalha com objetivo medido e revisão, não com número bonito no primeiro dia.
Se alguém oferecer tratamento garantindo cura, reversão do quadro ou fim dos remédios, procure outro serviço.
Sou Francielly F. Santos, fisioterapeuta, CREFITO 3/159984-F.
Atuo no Instituto Parkinson Hoje e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Coordeno cursos de neuromodulação para outros fisioterapeutas, fiz formação em neuromodulação clínica pela USP e em neurorreabilitação por Harvard, e participo de estudos e publicações da área.
Digo isso por um motivo prático: em Parkinson, quem conduz o treino pesa tanto quanto o método. Dose de exercício mal calibrada, pista externa mal escolhida ou treino que ignora o horário da medicação mudam o resultado.
Conto com uma equipe sob minha supervisão no dia a dia, mas todos os casos são coordenados por mim.
O consultório fica na Av. Angélica, 2220, 4º andar, conjunto 44, em Higienópolis.
A estação Higienópolis-Mackenzie, da Linha 4-Amarela, fica a poucos minutos a pé, com elevador — o que faz diferença para quem já não encara escada rolante com tranquilidade. Recebo pacientes de toda a cidade — Pinheiros, Tatuapé, Morumbi, Santana — e também de Guarulhos, Osasco e do ABC.
Higienópolis ajuda no treino: a Praça Buenos Aires, a poucos quarteirões, é um dos poucos lugares por aqui com piso regular, sombra e banco para descansar. Costumo orientar trajeto e horário de menor movimento para quem quer treinar caminhada fora da sessão. O resto do bairro é o São Paulo de sempre — calçada quebrada, raiz de árvore, guia alta —, e por isso o treino em superfície irregular entra no plano assim que a pessoa tem segurança para isso.
Para quem tem dificuldade de sair de casa, faço fisioterapia domiciliar. Atender no ambiente real deixa o plano mais preciso: eu vejo a altura da cama, o corredor onde a pessoa trava e o banheiro sem barra de apoio.
O Parkinson é a condição que mais atendo, mas não é a única. O raciocínio se repete: entender qual função foi perdida, quanto ainda dá para recuperar e o que precisa ser adaptado.
Fisioterapia Neurológica SP — a base de tudo o que faço, e o ponto de partida de quem ainda não sabe qual caminho o caso pede. Trabalha neuroplasticidade: repetição com qualidade, progressão de dificuldade e treino da tarefa que importa para você.
Fisioterapia para AVC SP— recuperação de força e movimento do braço e da perna depois do derrame, com treino de tarefa repetida e reeducação da marcha.
Fisioterapia para Esclerose Múltipla SP — foco em fadiga, espasticidade e função motora, com dose de exercício calibrada para não passar do ponto.
Fisioterapia para Neuropatia SP — para formigamento, dormência e perda de sensibilidade que já mudou o jeito de pisar. Entra também na neuropatia diabética.
Reabilitação Vestibular SP — para tontura, vertigem e desequilíbrio. Vale pela sua causa própria e também quando soma risco de queda a quem já tem Parkinson.
isioterapia para Parkinson funciona mesmo? Funciona para manter e melhorar função — marcha, equilíbrio, autonomia. Não interrompe a progressão da doença, e desconfie de quem prometer isso.
Quando devo começar? Assim que houver diagnóstico, mesmo sem sintoma limitante. É mais fácil manter uma função do que recuperar depois de perdida.
Preciso de encaminhamento médico? Para agendar a avaliação, não. Mas traga o relatório do neurologista e a lista de medicações, porque isso muda o plano e o horário das sessões.
Quantas vezes por semana? Em geral duas a três, com exercício curto em casa nos outros dias. Regularidade rende mais do que sessão pesada isolada.
Meu pai não quer fazer exercício. E agora? Muito comum, e forçar raramente funciona. Costumo começar por um objetivo que interesse a ele — voltar a sair sozinho, conseguir dirigir, brincar com o neto — e por uma tarefa curta com resultado visível.
Vocês atendem em casa? Sim, faço fisioterapia domiciliar. Para quem não consegue se deslocar, é o formato que rende mais.
Atende plano de saúde? O atendimento é particular, com recibo para reembolso. Fale comigo com o nome do seu convênio que verifico as condições.
Dança, boxe e hidroterapia ajudam? Ajudam, principalmente pela adesão e pelo ritmo, e eu incentivo. Não substituem o treino específico de marcha, equilíbrio e transferências — funcionam melhor somados a ele.
Como escolher um fisioterapeuta para Parkinson em São Paulo? Pergunte quantos casos de Parkinson a pessoa atende, quais escalas usa na avaliação, com que frequência reavalia e como o resultado será medido. Um serviço sério responde tudo isso sem rodeio.
Atendimentos presenciais, domiciliares e online. Para mais informações e agendamentos, entre em contato por meio de uma das opções a seguir.