“Existe alguma coisa além de remédio?”
Essa é a pergunta que mais ouvimos. Quem procura a clínica costuma já ter tentado bastante coisa: trocou de medicação, fez terapia, mudou a rotina. E segue convivendo com depressão, dor, tontura ou um corpo que não responde como antes.
A resposta é sim. Chama-se neuromodulação não invasiva. Nossa clínica fica em Higienópolis, mas tem paciente que atravessa a cidade para chegar aqui — vem de Pinheiros, do Tatuapé, do Morumbi, de Santana.
Seu cérebro funciona com sinais elétricos. Em algumas doenças, certas áreas ficam lentas demais ou agitadas demais.
A neuromodulação não invasiva usa ímãs ou correntes bem fracas, aplicados por fora da cabeça, para ajudar essas áreas a voltarem ao ritmo. Não tem corte. Não tem agulha. Não tem anestesia. Você chega, senta numa poltrona, faz a sessão e vai embora dirigindo.
O tratamento é aplicado por fisioterapeuta com registro no CREFITO, sempre junto com o médico que acompanha você. Não substitui seu acompanhamento nem seus remédios. Some com eles.
Neuromodulação é o nome de um grupo grande de tratamentos. Todos fazem a mesma coisa: mudar o jeito como o sistema nervoso está funcionando. O que muda é o caminho que o estímulo faz até chegar lá.
Na neuromodulação invasiva, ele chega por dentro. Um neurocirurgião implanta eletrodos no cérebro ou na medula, ligados a um gerador colocado sob a pele — é o caso do DBS, usado em alguns pacientes com Parkinson avançado. Tem cirurgia, tem anestesia, tem internação e tem recuperação.
Na não invasiva, ele chega por fora. Nada atravessa a pele. O ímã ou o eletrodo fica apoiado no couro cabeludo, na orelha ou sobre o trajeto de um nervo no braço ou na perna. Você entra andando e sai andando, no mesmo dia.
Uma não é a versão fraca da outra. São indicações diferentes, riscos diferentes e momentos diferentes da história de cada pessoa. Quem decide qual faz sentido para você é o médico que acompanha seu caso.
Primeiro você conversa. Depois a gente avalia. Só então montamos o plano.
A avaliação leva cerca de 60 minutos. Traga exames, laudos e a lista dos seus remédios. Se houver indicação médica, já explicamos quantas sessões seu caso costuma pedir e o que esperar em cada fase. Se a neuromodulação não for o melhor caminho para você, falamos isso na hora e indicamos quem pode ajudar.
Atendemos no consultório, em domicílio e online. As sessões de neuromodulação são sempre presenciais, porque dependem do equipamento. O atendimento online serve para avaliação, orientação e acompanhamento dos exercícios entre as sessões.
Francielly F. Santos
FISIOTERAPEUTA
ESPECIALISTA EM
NEUROMODULAÇÃO
CREFITO 3/159984-F
“A neuromodulação foi uma grande chance na minha vida, e todas as oportunidades que tive de trabalhar na área me fizeram apaixonar mais pelo tratamento. Eu consegui entender que a neuromodulação poderia ser um grande motor para facilitar a recuperação dos pacientes. Isso fez toda a diferença.
Já são 11 anos de história, aplicando e reforçando o papel da fisioterapia na reabilitação e o da estimulação magnética como terapia complementar. E para continuar nesta jornada, eu permaneço estudando e me aprimorando cada vez mais para oferecer as melhores respostas às pessoas que cuido com tanto carinho.
Conto também com a ajuda de uma equipe dedicada, sob minha supervisão, no dia a dia dos atendimentos. Todos os casos são coordenados por mim, com um time especializado, humano e muito atencioso.”
A Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) é a nossa técnica mais procurada em São Paulo. Um aparelho encosta na sua cabeça e envia pulsos magnéticos para uma região específica do cérebro.
O som parece um “toc-toc” rápido. A maioria das pessoas descreve como uma batidinha no couro cabeludo. Você fica acordado o tempo todo.
A EMT é usada em casos de depressão que não melhoraram com medicação, além de ansiedade, TOC e dor crônica, sempre com indicação médica. As sessões duram de 10 a 30 minutos, e o protocolo costuma pedir várias semanas seguidas. Muita gente faz antes do trabalho e segue o dia normal.
A Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC) usa uma corrente elétrica fraquinha, aplicada por esponjas presas na cabeça com uma faixa.
A sensação é de leve formigamento nos primeiros segundos. Depois some. Dá para conversar ou fazer exercícios de reabilitação durante a sessão, e é justamente isso que costuma render os melhores resultados: estimular o cérebro enquanto ele está trabalhando.
Usamos ETCC com frequência em reabilitação após AVC, dor crônica e casos de humor, combinada com terapia.
A Estimulação Auricular do Nervo Vago (taVNS) trabalha por um caminho diferente: um eletrodo pequeno no ouvido, parecido com um fone.
O nervo vago passa perto da orelha e conversa com o sistema que controla batimentos, digestão e resposta ao estresse. Estimular esse ponto pode ajudar quem vive em estado de alerta o tempo todo — insônia, ansiedade, intestino irritado, enxaqueca.
É a técnica mais discreta que oferecemos. Muitos pacientes fazem taVNS no fim do expediente, antes de encarar o trânsito da Consolação.
Nem todo problema começa na cabeça. A neuromodulação periférica trata os nervos do corpo: braços, pernas, coluna, face.
Usamos correntes controladas sobre o trajeto do nervo para reduzir dor e melhorar a resposta do músculo. Ajuda em neuralgias, dor pós-cirúrgica, lesões de nervo por trauma e naquele formigamento que não passa.
É comum combinarmos com fisioterapia na mesma sessão.
Nenhum tratamento serve para todo mundo. Boa parte da avaliação existe justamente para descobrir se serve para você.
Não aplicamos estimulação transcraniana quando existe:
Noite mal dormida também conta. Privação de sono baixa o limiar para convulsão, então sessão depois de uma virada é sessão remarcada.
Brinco, piercing e presilha saem antes de começar. Isso não é contraindicação, é rotina.
Gravidez, enxaqueca com aura frequente e alguns medicamentos pedem uma conversa com seu médico antes. Não é um não. É um depende, e quem responde é ele.
Existem. São leves e passam.
Depois da EMT, dor de cabeça ou couro cabeludo sensível por algumas horas. Costuma diminuir nas primeiras sessões, quando o corpo se acostuma. Protetor auricular é usado durante a aplicação por causa do som do aparelho.
Depois da ETCC, formigamento, coceira ou uma vermelhidão onde ficaram as esponjas. Some em minutos.
Depois da taVNS, às vezes um incômodo na orelha.
Cansaço ou sonolência na primeira semana também acontece, com qualquer uma delas.
O evento grave associado à EMT é a crise convulsiva, e é raro. É exatamente por isso que existe triagem antes, parâmetros dentro dos limites de segurança e alguém na sala o tempo todo. Ninguém fica sozinho com o aparelho ligado.
Neuromodulação não é aparelho ligado em cima de uma queixa. É indicação médica, protocolo escolhido para o seu caso e alguém treinado conduzindo a sessão.
Aqui funciona assim:
Seu médico continua sendo seu médico. A indicação vem dele e o que acontece nas sessões volta para ele. Se você ainda não tem neurologista ou psiquiatra acompanhando, a gente ajuda a encontrar antes de começar qualquer coisa.
O equipamento tem registro na ANVISA, com manutenção e calibração em dia. Você pode pedir para ver.
Quem aplica tem formação específica na técnica e registro profissional ativo.
Os parâmetros de cada sessão ficam no seu prontuário. Intensidade, frequência, região estimulada, duração. Se você quiser levar para o seu médico, a gente entrega.
E uma pergunta que vale fazer em qualquer clínica, não só nesta: quem vai aplicar, qual a formação dessa pessoa, qual aparelho é usado e como o resultado vai ser medido. Se a resposta demorar a vir, desconfie.
O consultório fica dentro do Instituto Parkinson Hoje, e boa parte dos nossos pacientes tem Parkinson. A neuromodulação entra antes do treino de marcha e equilíbrio: o cérebro fica mais receptivo e o exercício rende mais.
O foco costuma ser o congelamento da marcha, a lentidão para iniciar movimento e a rigidez. Não substitui a medicação nem o acompanhamento com o neurologista. Anda junto.
Depois de um AVC, o cérebro precisa reaprender caminhos que se perderam. É o que se chama de neuroplasticidade, e ela responde a estímulo.
Usamos ETCC junto da fisioterapia na mesma sessão, estimulando enquanto o braço ou a perna está trabalhando. Fazer as duas coisas ao mesmo tempo costuma render mais do que fazer cada uma separada.
Dor que passou de três meses não é mais só um aviso do corpo. O sistema que processa dor fica sensibilizado, e passa a doer mais com menos motivo.
A neuromodulação atua nos centros cerebrais que processam essa dor. Em dor localizada num nervo específico, a neuromodulação periférica trabalha direto sobre o trajeto dele.
A EMT é usada em depressão que não melhorou com medicação, sempre com indicação e acompanhamento psiquiátrico. Também em ansiedade e TOC.
Ninguém para remédio para fazer neuromodulação. Quem mexe na medicação é quem prescreveu.
Fadiga, espasticidade e perda de controle motor fino. A neuromodulação entra como recurso complementar dentro de um plano de reabilitação — não como tratamento da doença de base.
Quando o corpo vive em estado de alerta, o sono não vem e a enxaqueca aparece mais. A taVNS trabalha essa via pelo nervo vago, com um eletrodo na orelha.
É a sessão mais discreta que oferecemos, e a mais procurada por quem vem no fim do expediente.
Nossa clínica fica na Av. Angélica, 2220, 4º andar, conjunto 44, em Higienópolis. É rota fácil para quem mora em Perdizes, Pacaembu, Santa Cecília, Consolação, Vila Buarque, Barra Funda e Jardins. Também recebemos pacientes da Zona Norte, da Zona Oeste, de Guarulhos, Osasco e do ABC.
A estação Higienópolis-Mackenzie, da Linha 4-Amarela, fica a poucos minutos a pé. Quem vem de carro chega pela Angélica ou pela Consolação. Horários de manhã cedo e no fim da tarde existem justamente porque ninguém quer enfrentar trânsito no meio do dia.
Depende do que estamos tratando e de você. Mas dá para dar uma referência honesta.
Em dor, algumas pessoas percebem diferença já na primeira semana. Em depressão, o protocolo costuma pedir mais de vinte sessões e a virada raramente vem nas primeiras. Em reabilitação motora, o ganho é lento e cumulativo — aparece na tarefa do dia a dia antes de aparecer em qualquer teste.
Uma sessão isolada não resolve nada, em nenhum dos casos. O efeito é de acúmulo, e por isso a regularidade importa mais que a intensidade.
Reavaliamos ao longo do caminho com as mesmas medidas usadas na avaliação inicial. Se em determinado ponto não houver ganho nenhum, a gente fala isso com você. Continuar por continuar não é tratamento.
A avaliação inicial tem valor próprio e leva cerca de 60 minutos. Só depois dela conseguimos dizer quantas sessões seu caso pede, porque o número muda muito de pessoa para pessoa.
Emitimos recibo para reembolso. Alguns planos cobrem parte dos procedimentos e outros não — mande o nome do seu plano no WhatsApp que a gente verifica antes de você marcar.
Dói? Não. EMT dá uma batidinha na cabeça. ETCC e taVNS dão formigamento leve.
Quantas sessões vou precisar? Depende do caso. Protocolos de EMT para depressão costumam passar de 20 sessões. Reabilitação varia com sua meta.
Posso parar meu remédio? Não por conta própria. Quem mexe na medicação é o médico que a prescreveu.
Plano de saúde cobre? Alguns procedimentos têm cobertura, outros não. Consulte-nos com o nome do seu plano e verificamos.
Como escolher uma boa clínica de neuromodulação não invasiva perto de mim? Pergunte quem aplica, qual o registro profissional, qual aparelho é usado e como o resultado será medido. Uma clínica séria responde tudo isso sem rodeio.
Posso fazer se tenho epilepsia? Estimulação transcraniana não é indicada em quem tem epilepsia ou histórico de convulsão. Existem outras opções, e a avaliação serve para achar a certa.
Preciso raspar o cabelo? Não. Nem cortar. Só tirar presilha, grampo e brinco antes de começar.
Posso dirigir depois? Pode. Você fica acordado a sessão inteira e não recebe nenhum sedativo. Muita gente faz antes do trabalho.
Preciso de pedido médico? Sim. A indicação vem do médico que acompanha você. Se ainda não tem um, ajudamos a encontrar antes de começar.
Posso fazer junto com a fisioterapia? Não só pode como é o ideal em boa parte dos casos. Estimular o cérebro enquanto ele está trabalhando costuma render mais do que estimular e treinar em momentos separados.
Qual a diferença entre EMT e ETCC? A EMT usa pulsos magnéticos e é mais forte e mais focal — atinge um ponto específico. A ETCC usa corrente elétrica fraca, é mais suave e permite fazer exercício durante a sessão. A escolha depende do objetivo, não do preço.
Atendimentos presenciais, domiciliares e online. Para mais informações e agendamentos, entre em contato por meio de uma das opções a seguir.