A dúvida chega quase sempre do mesmo jeito: alguém pesquisou o nome do tratamento, viu a foto de uma pessoa sentada com um aparelho encostado na cabeça e ficou com medo.
Faz sentido. O nome é comprido e a imagem parece de laboratório.
Na prática, a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) é bem mais simples do que parece. Você senta numa poltrona, o aparelho encosta na sua cabeça, você escuta um “toc-toc” rápido por alguns minutos e depois vai embora dirigindo. Sem corte, sem agulha, sem anestesia, sem internação.
Aplico EMT há 11 anos, no consultório em Higienópolis, sempre junto do médico que acompanha você.
Seu cérebro trabalha com sinais elétricos. Quando uma área fica lenta demais ou agitada demais, o corpo sente: o movimento trava, o humor cai, a dor não passa.
A EMT usa uma bobina que gera um campo magnético. Esse campo atravessa o crânio sem tocar nada por dentro e chega a uma região específica do cérebro, estimulando ali os sinais que estão fora de ritmo.
O efeito não é só do momento da sessão. Com a repetição, o cérebro tende a manter parte dessa mudança — é o que se chama de neuroplasticidade. Por isso o tratamento pede várias sessões seguidas, e não uma só.
A sessão dura de 10 a 30 minutos, conforme o protocolo. Você pode conversar durante.
A indicação é sempre médica. Meu papel é aplicar o protocolo e conduzir a reabilitação junto — quem define o diagnóstico e ajusta a medicação é o seu médico.
É o quadro que mais atendo. A EMT entra para ajudar na marcha, no equilíbrio e naquele momento em que o pé parece colar no chão. Costumo aplicar antes do treino de movimento, para que o exercício renda mais.
Depois de um derrame, os dois lados do cérebro ficam desequilibrados. A EMT pode ajudar a reequilibrar essa conversa e facilitar o reaprendizado do movimento do braço e da perna. Funciona melhor combinada com treino de tarefa repetida, na mesma sessão.
Dor que já passou do tempo de cicatrização e virou rotina: fibromialgia, dor neuropática, dor após lesão de nervo. A EMT atua nas áreas ligadas ao processamento da dor, com o objetivo de reduzir a intensidade e a necessidade de remédio — sempre com o médico acompanhando.
A EMT tem uso reconhecido nesses quadros, principalmente quando a medicação não deu a resposta esperada. O tratamento é indicado e acompanhado por psiquiatra. Se você chegou aqui por esse motivo, converse primeiro com o seu médico — e, se ele indicar, me procure para a aplicação.
Em esclerose múltipla, a EMT tem sido usada com foco em fadiga, espasticidade e função motora. Também acompanho casos de neuropatia e de vertigem persistente, sempre avaliando se a EMT é mesmo o melhor caminho ou se outra técnica responde melhor.
As duas são neuromodulação aplicada por fora da cabeça, mas não são a mesma coisa.
| EMT | ETCC |
O que usa | pulso magnético | corrente elétrica fraca |
Intensidade | maior, chega mais fundo | mais suave, superficial |
Sensação | batidinha no couro cabeludo | leve formigamento |
Durante a sessão | você fica sentado | dá para treinar ao mesmo tempo |
Equipamento | fixo, no consultório | portátil |
A EMT é mais forte e mais precisa. A ETCC permite estimular e treinar juntos. Nem sempre a mais potente é a mais indicada — a escolha sai da avaliação, não do catálogo.
Depende do quadro, e prefiro dizer isso do que dar um número bonito que não se cumpre.
Protocolos para depressão costumam passar de 20 sessões, feitas em dias seguidos. Em reabilitação neurológica, a EMT costuma acompanhar o ciclo de fisioterapia, com uma a três sessões por semana.
Na avaliação eu explico quantas sessões seu caso costuma pedir, em que ponto dá para esperar alguma mudança e como vamos medir isso — com testes de marcha, equilíbrio, força ou escala de dor, conforme o objetivo. Se em algumas semanas não houver resposta, revemos o plano. Ninguém deve seguir um tratamento por inércia.
Não dói. A maior parte das pessoas descreve como uma batidinha no couro cabeludo. O barulho é alto, então uso protetor auricular.
O efeito mais comum é dor de cabeça leve nas primeiras sessões, que costuma passar sozinha ou com analgésico simples. Alguns sentem desconforto no ponto estimulado.
A EMT é considerada segura quando bem indicada e bem aplicada. Existe um risco raro de crise convulsiva, e é justamente por isso que a triagem é feita com rigor.
Casos que exigem atenção redobrada: implante metálico ou eletrônico na cabeça, marca-passo, implante coclear, histórico de epilepsia ou convulsão, gravidez, uso de medicamentos que baixam o limiar convulsivo. Nada disso é impedimento automático — mas precisa ser conversado com você e com seu médico antes da primeira sessão.
Se alguém oferecer EMT sem perguntar nada disso, procure outro serviço.
Sou Francielly F. Santos, fisioterapeuta, CREFITO 3/159984-F.
Atuo no Instituto Parkinson Hoje e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Coordeno cursos de neuromodulação para outros fisioterapeutas, fiz formação em neuromodulação clínica pela USP e em neurorreabilitação por Harvard, e participo de estudos e publicações da área.
Digo isso por um motivo prático: em EMT, quem aplica pesa tanto quanto o aparelho. O ponto marcado errado ou a dose calculada por média, e não pelo seu limiar, mudam o resultado.
Conto com uma equipe sob minha supervisão no dia a dia, mas todos os casos são coordenados por mim.
O consultório fica na Av. Angélica, 2220, 4º andar, conjunto 44, em Higienópolis.
A estação Higienópolis-Mackenzie, da Linha 4-Amarela, fica a poucos minutos a pé. Recebo pacientes de toda a cidade — Pinheiros, Tatuapé, Morumbi, Santana — e também de Guarulhos, Osasco e do ABC.
A EMT é sempre presencial: o equipamento é fixo e não vai para a casa do paciente. Para quem tem dificuldade de sair, ofereço fisioterapia domiciliar, e a EMT fica concentrada nas idas ao consultório. Nesses casos, montamos a agenda para render a viagem.
A EMT é uma entre quatro. Na avaliação eu escolho a que responde melhor ao seu caso — e às vezes a resposta é combinar duas.
Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC) — corrente elétrica fraca, mais suave que a EMT. Permite treinar durante a sessão, o que ajuda muito na reabilitação após AVC.
Estimulação Auricular do Nervo Vago (taVNS) — um eletrodo pequeno no ouvido, parecido com um fone. Trabalha o sistema que regula estresse, sono e digestão.
Neuromodulação Periférica — para os nervos do corpo, não do cérebro. Entra em neuralgias, dor após cirurgia e formigamento que não passa.
Todas fazem parte do trabalho que eu ofereço de neuromodulação não invasiva em São Paulo.
Preciso de encaminhamento médico? Sim. A indicação da EMT é médica. Traga o relatório do seu neurologista ou psiquiatra na avaliação.
Vou precisar parar meus remédios? Não por conta própria. A EMT entra junto do tratamento, não no lugar dele. Só o médico que prescreveu ajusta a medicação.
Posso dirigir depois da sessão? Pode. Você não recebe sedação e sai da sessão como entrou.
Vou perder a memória? Não. Você está pensando na eletroconvulsoterapia, que é outro procedimento, feito sob anestesia. A EMT é acordada, sem anestesia, e não causa perda de memória.
Raspa o cabelo? Não. A bobina encosta por cima do cabelo normalmente.
Plano de saúde cobre EMT? Depende do plano e da indicação. Fale comigo com o nome do seu convênio que verifico as condições.
Vale para quem teve AVC há muitos anos? Vale a pena avaliar. Os primeiros meses rendem mais, mas existe ganho de função anos depois — e é isso que a avaliação vai medir.
Onde encontro estimulação magnética transcraniana perto de mim em São Paulo? Antes de escolher pelo preço, pergunte quem aplica, qual o registro no conselho, qual aparelho é usado, como o limiar motor é medido e como o resultado será acompanhado. Um serviço sério responde tudo isso sem rodeio.
Atendimentos presenciais, domiciliares e online. Pra mais informações e agendamentos, entre em contato por meio de uma das opções a seguir.