Francielly F. Santos

Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) em São Paulo

A dúvida chega quase sempre do mesmo jeito: alguém pesquisou o nome do tratamento, viu a foto de uma pessoa sentada com um aparelho encostado na cabeça e ficou com medo.

Faz sentido. O nome é comprido e a imagem parece de laboratório.

Na prática, a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) é bem mais simples do que parece. Você senta numa poltrona, o aparelho encosta na sua cabeça, você escuta um “toc-toc” rápido por alguns minutos e depois vai embora dirigindo. Sem corte, sem agulha, sem anestesia, sem internação.

Aplico EMT há 11 anos, no consultório em Higienópolis, sempre junto do médico que acompanha você.

Como funciona a EMT

Seu cérebro trabalha com sinais elétricos. Quando uma área fica lenta demais ou agitada demais, o corpo sente: o movimento trava, o humor cai, a dor não passa.

A EMT usa uma bobina que gera um campo magnético. Esse campo atravessa o crânio sem tocar nada por dentro e chega a uma região específica do cérebro, estimulando ali os sinais que estão fora de ritmo.

O efeito não é só do momento da sessão. Com a repetição, o cérebro tende a manter parte dessa mudança — é o que se chama de neuroplasticidade. Por isso o tratamento pede várias sessões seguidas, e não uma só.

Colagem de três fotos mostrando sessões de tratamento com neuromodulação/TMS: mulher com touca de eletrodos no couro cabeludo, profissional aplicando marcações no coco cabeludo para posicionamento da bobina, e mãos posicionando o dispositivo de estimulação magnética sobre a cabeça da paciente.

Como é uma sessão, passo a passo

  1. Você senta numa poltrona confortável, acordado, de roupa normal.
  2. Marco no mapa da sua cabeça o ponto exato a ser estimulado.
  3. Meço seu limiar motor: o mínimo de intensidade que já produz resposta. Isso define a dose para você, e não para uma média de pacientes.
  4. A bobina encosta na cabeça e começam os pulsos, em séries curtas com pausa entre elas.
  5. Ao fim, você levanta e segue o dia. Muita gente faz antes do trabalho.

A sessão dura de 10 a 30 minutos, conforme o protocolo. Você pode conversar durante.

O que se trata com EMT

 A indicação é sempre médica. Meu papel é aplicar o protocolo e conduzir a reabilitação junto — quem define o diagnóstico e ajusta a medicação é o seu médico.

Doença de Parkinson

É o quadro que mais atendo. A EMT entra para ajudar na marcha, no equilíbrio e naquele momento em que o pé parece colar no chão. Costumo aplicar antes do treino de movimento, para que o exercício renda mais.

Depois de um AVC

Depois de um derrame, os dois lados do cérebro ficam desequilibrados. A EMT pode ajudar a reequilibrar essa conversa e facilitar o reaprendizado do movimento do braço e da perna. Funciona melhor combinada com treino de tarefa repetida, na mesma sessão.

Dor crônica

Dor que já passou do tempo de cicatrização e virou rotina: fibromialgia, dor neuropática, dor após lesão de nervo. A EMT atua nas áreas ligadas ao processamento da dor, com o objetivo de reduzir a intensidade e a necessidade de remédio — sempre com o médico acompanhando.

Depressão, ansiedade e TOC

A EMT tem uso reconhecido nesses quadros, principalmente quando a medicação não deu a resposta esperada. O tratamento é indicado e acompanhado por psiquiatra. Se você chegou aqui por esse motivo, converse primeiro com o seu médico — e, se ele indicar, me procure para a aplicação.

Esclerose múltipla e outras condições neurológicas

Em esclerose múltipla, a EMT tem sido usada com foco em fadiga, espasticidade e função motora. Também acompanho casos de neuropatia e de vertigem persistente, sempre avaliando se a EMT é mesmo o melhor caminho ou se outra técnica responde melhor.

Francielly F. Santos na recepção do consultório

EMT ou ETCC: qual é a diferença

As duas são neuromodulação aplicada por fora da cabeça, mas não são a mesma coisa.

 

EMT

ETCC

O que usa

pulso magnético

corrente elétrica fraca

Intensidade

maior, chega mais fundo

mais suave, superficial

Sensação

batidinha no couro cabeludo

leve formigamento

Durante a sessão

você fica sentado

dá para treinar ao mesmo tempo

Equipamento

fixo, no consultório

portátil

A EMT é mais forte e mais precisa. A ETCC permite estimular e treinar juntos. Nem sempre a mais potente é a mais indicada — a escolha sai da avaliação, não do catálogo.

Quantas sessões vou precisar

Depende do quadro, e prefiro dizer isso do que dar um número bonito que não se cumpre.

Protocolos para depressão costumam passar de 20 sessões, feitas em dias seguidos. Em reabilitação neurológica, a EMT costuma acompanhar o ciclo de fisioterapia, com uma a três sessões por semana.

Na avaliação eu explico quantas sessões seu caso costuma pedir, em que ponto dá para esperar alguma mudança e como vamos medir isso — com testes de marcha, equilíbrio, força ou escala de dor, conforme o objetivo. Se em algumas semanas não houver resposta, revemos o plano. Ninguém deve seguir um tratamento por inércia.

É seguro? E dói?

Não dói. A maior parte das pessoas descreve como uma batidinha no couro cabeludo. O barulho é alto, então uso protetor auricular.

O efeito mais comum é dor de cabeça leve nas primeiras sessões, que costuma passar sozinha ou com analgésico simples. Alguns sentem desconforto no ponto estimulado.

A EMT é considerada segura quando bem indicada e bem aplicada. Existe um risco raro de crise convulsiva, e é justamente por isso que a triagem é feita com rigor.

Casos que exigem atenção redobrada: implante metálico ou eletrônico na cabeça, marca-passo, implante coclear, histórico de epilepsia ou convulsão, gravidez, uso de medicamentos que baixam o limiar convulsivo. Nada disso é impedimento automático — mas precisa ser conversado com você e com seu médico antes da primeira sessão.

Se alguém oferecer EMT sem perguntar nada disso, procure outro serviço.

Quem aplica

Sou Francielly F. Santos, fisioterapeuta, CREFITO 3/159984-F.

Atuo no Instituto Parkinson Hoje e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Coordeno cursos de neuromodulação para outros fisioterapeutas, fiz formação em neuromodulação clínica pela USP e em neurorreabilitação por Harvard, e participo de estudos e publicações da área.

Digo isso por um motivo prático: em EMT, quem aplica pesa tanto quanto o aparelho. O ponto marcado errado ou a dose calculada por média, e não pelo seu limiar, mudam o resultado.

Conto com uma equipe sob minha supervisão no dia a dia, mas todos os casos são coordenados por mim.

Onde faço EMT em São Paulo

O consultório fica na Av. Angélica, 2220, 4º andar, conjunto 44, em Higienópolis.

A estação Higienópolis-Mackenzie, da Linha 4-Amarela, fica a poucos minutos a pé. Recebo pacientes de toda a cidade — Pinheiros, Tatuapé, Morumbi, Santana — e também de Guarulhos, Osasco e do ABC.

A EMT é sempre presencial: o equipamento é fixo e não vai para a casa do paciente. Para quem tem dificuldade de sair, ofereço fisioterapia domiciliar, e a EMT fica concentrada nas idas ao consultório. Nesses casos, montamos a agenda para render a viagem.

Profissional de jaleco branco com crachá de identificação, em pé em consultório com equipamentos médicos ao fundo. Texto na imagem: 'Atendimento no consultório'
Profissional de jaleco branco sorrindo, segurando eletrodos amarelos conectados a fios verdes, em fundo neutro. Texto na imagem: 'Atendimento domiciliar'
Profissional de jaleco branco sorrindo, sentada em consultório com estante de livros ao fundo, com notebook aberto à sua frente. Texto na imagem: 'Consultorias de atendimento (online)

Outras técnicas de neuromodulação

A EMT é uma entre quatro. Na avaliação eu escolho a que responde melhor ao seu caso — e às vezes a resposta é combinar duas.

Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC) — corrente elétrica fraca, mais suave que a EMT. Permite treinar durante a sessão, o que ajuda muito na reabilitação após AVC.

Estimulação Auricular do Nervo Vago (taVNS) — um eletrodo pequeno no ouvido, parecido com um fone. Trabalha o sistema que regula estresse, sono e digestão.

Neuromodulação Periférica — para os nervos do corpo, não do cérebro. Entra em neuralgias, dor após cirurgia e formigamento que não passa.

Todas fazem parte do trabalho que eu ofereço de neuromodulação não invasiva em São Paulo.

Perguntas frequentes sobre EMT

Preciso de encaminhamento médico? Sim. A indicação da EMT é médica. Traga o relatório do seu neurologista ou psiquiatra na avaliação.

Vou precisar parar meus remédios? Não por conta própria. A EMT entra junto do tratamento, não no lugar dele. Só o médico que prescreveu ajusta a medicação.

Posso dirigir depois da sessão? Pode. Você não recebe sedação e sai da sessão como entrou.

Vou perder a memória? Não. Você está pensando na eletroconvulsoterapia, que é outro procedimento, feito sob anestesia. A EMT é acordada, sem anestesia, e não causa perda de memória.

Raspa o cabelo? Não. A bobina encosta por cima do cabelo normalmente.

Plano de saúde cobre EMT? Depende do plano e da indicação. Fale comigo com o nome do seu convênio que verifico as condições.

Vale para quem teve AVC há muitos anos? Vale a pena avaliar. Os primeiros meses rendem mais, mas existe ganho de função anos depois — e é isso que a avaliação vai medir.

Onde encontro estimulação magnética transcraniana perto de mim em São Paulo? Antes de escolher pelo preço, pergunte quem aplica, qual o registro no conselho, qual aparelho é usado, como o limiar motor é medido e como o resultado será acompanhado. Um serviço sério responde tudo isso sem rodeio.

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